domingo, 15 de setembro de 2013

ÁBACO




Para contar, os homens já usaram pedrinhas e seus próprios dedos, já fizeram riscos no chão, marcas em ossos, pedaços de pau e placas de barro, e até nós em cordões.
Foram criados diversos instrumentos para auxiliar os cálculos. Dentre eles, o ábaco se destaca pela sua simplicidade e eficiência.

O ábaco é um antigo instrumento de cálculo, que segundo muitos historiadores foi inventado na Mesopotâmia, pelo menos em sua forma primitiva e depois os chineses e romanos o aperfeiçoaram. No japão, o ábaco é conhecido por soroban, e na China, por suànpan, que significa 'bandeja de calcular'. 
A palavra ábaco originou-se do Latim abacus, e esta veio do grego abakos. Esta era um derivado da forma genitiva abax (lit. tábua de cálculos). Porque abax tinha também o sentido de tábua polvilhada com terra ou pó, utilizada para fazer figuras geométricas.


Descrevemos o ábaco como um objeto de madeira retangular com bastões na posição horizontal, que representam as posições das casas decimais (unidade, dezena, centena, milhar, unidades de milhar, dezenas de milhar, centenas de milhar, unidades de milhão), cada bastão é composto por dez “bolinhas”. As operações são efetuadas de acordo com o sistema posicional, o ábaco não resolve os cálculos, ele simplesmente contribui na memorização das casas posicionais enquanto os cálculos são feitos mentalmente. 

Atualmente existem versões melhoradas chinesas, japonesas e coreanas que são muito utilizadas na educação das crianças.

Vejamos uma tabela com diferentes tipos de ábaco.




Tipo de ábaco

Surgimento

Utilidade para a humanidade
(forma de contagem)


Ábaco Chinês






Século XIV
O ábaco chinês tem 2 contas em cada vareta de cima e 5 nas varetas de baixo razão pela qual este tipo de ábaco é referido como  ábaco 2/5. O ábaco 2/5 sobreviveu sem qualquer alteração até 1850, altura em que aparece o  ábaco do tipo 1/5,  mais fácil e rápido. Os modelos 1/5 são raros hoje em dia, e os 2/5 são raros fora da China exceto nas suas comunidades espalhadas pelo mundo. 




Ábaco Japonês










Século
XVII
Cada coluna possui 5 pedras chamadas contas. A primeira conta de cada coluna, localizada na parte superior, representa o número 5 enquanto as 4 contas inferiores representam 1 unidade cada.
Da direita para a esquerda, cada coluna representa uma potência de 10. Iniciando em unidade, dezena, centena, milhar, etc.
O uso do soroban permite que as pessoas desenvolvam habilidades mentais relacionadas ao raciocínio matemático e à concentração como atenção, memorização, percepção, coordenação motora e cálculo mental, principalmente porque o praticante é o responsável pelos cálculos, não o instrumento. A prática do soroban possibilita realizar cálculos em meio concreto, aumenta a compreensão dos procedimentos envolvidos e exercita a mente.



Ábaco Romano







Século
XIII
Para calcular no ábaco romano é preciso saber utilizar a moldura de madeira composto pela série dos dez cordões ou fios paralelos. Cada fio com sua respectiva fileira de bolas representa uma casa decimal: unidades, dezenas, centenas, milhares, etc. As operações são efetuadas mudando-se a posição de algumas bolas em relação as outras e, através de uma complexa manipulação, pode-se inclusive extrair raízes. Lembramos sempre que cada fileira pode conter até nove bolas. A ordem do ábaco é crescente, ou seja, à medida que avançamos para a fileira da esquerda, aumenta-se a casa decimal.




Ábaco Russo






Século
XVII
É chamado de Schoty. Este ábaco opera de forma ligeiramente diferente dos ábacos orientais. As contas movem-se da esquerda para a direita e o seu desenho é baseado na fisionomia das mãos humanas. Colocam-se ambas as mãos sobre o ábaco, as contas brancas correspondem aos polegares das mãos (os polegares devem estar sobre estas contas) e as restantes contas movem-se com 4 ou 2 dedos, e a linha mais baixa representa as unidades a seguinte as dezenas e assim sucessivamente. A forma de fazer operações matemáticas é semelhante ao do ábaco chinês.
Ábaco Asteca





900 – 1.000 D.C
As contas eram feitas de grãos de milho atravessados por cordéis montados numa armação de madeira. Este ábaco é composto por 7 linhas e 13 colunas.
Os números 7 e 13 são números muito importantes na civilização asteca. O número 7 é sagrado, o número 13 corresponde à contagem do tempo em períodos de 13 dias.

Ábaco Maia





1800 D.C



Feito de cordas de lã ou algodão coloridas com Quipu D. C. nós representando as unidades, dezenas, e assim por diante. Usado para contas e registros de números



  
Ábaco Grego









300 A.C
Uma tábua encontrada na ilha grega de Salamina em 1846 data de 300 a.C., fazendo deste o mais velho ábaco descoberto até agora. É um ábaco de mármore de 149 cm de comprimento, 75 cm de largura e de 4,5 cm de espessura, no qual existem 5 grupos de marcações. No centro da tábua existe um conjunto de 5 linhas paralelas igualmente divididas por uma linha vertical, tampada por um semicírculo na intersecção da linha horizontal mais ao canto e a linha vertical única. Debaixo destas linhas, existe um espaço largo com uma rachadura horizontal a dividi-los. Abaixo desta rachadura, existe outro grupo de onze linhas paralelas, divididas em duas secções por uma linha perpendicular a elas, mas com o semicírculo no topo da intersecção; a terceira, sexta e nona linhas estão marcadas com uma cruz onde se intersectam com a linha vertical.
Ábaco Escolar





Usado nos dias de hoje.
Moldura com bastões ou arames paralelos, dispostos no sentido vertical, correspondentes cada um a uma posição digital (unidades, dezenas,...) e nos quais estão os elementos de contagem (fichas, bolas, contas,...) que podem fazer-se deslizar livremente.



Vídeo:



ATIVIDADES QUE UTILIZAM ÁBACO COMO RECURSO PARA A COMPREENSÃO DE CASAS DECIMAIS





Fontes:


AS QUATRO OPERAÇÕES FUNDAMENTAIS DA MATEMÁTICA



Na matemática, podemos encontrar quatro operações que são fundamentais. 

São elas: adição, subtração, multiplicação e divisão.

ADIÇÃO


É representada pelo sinal +Operação com o objetivo de somar, ou seja, agrupar dois números, as quais, se somarmos tornam-se apenas um.         

É possível obter através dela, a contagem real de tudo o que possuímos em tempo presente até que ocorra aumento de materiais. As propriedades da adição são: fechamento, comutatividade, associação e elemento neutro. 



FECHAMENTO 

Quando adicionamos dois ou mais números naturais, o resultado sempre será um número natural. 

8 + 6 = 14
8 é um número natural
6 é um número natural
14 é um número natural
5 + 11 = 16
5 é um número natural
11 é um número natural
16 é um número natural

COMUTATIVIDADE

Se mudarmos as parcelas de lugar na adição, o resultado não se altera. 


7 + 3 = 10
3 + 7 = 10
5 + 4 = 9
4 + 5 = 9
ASSOCIAÇÃO

As parcelas numa adição podem ser somadas de maneiras diferentes, e o resultado não se altera. 


(5 + 2) + 6 = 13
5 + (2 + 6) = 13


ELEMENTO NEUTRO

Na adição, o zero é considerado elemento neutro, assim, qualquer número adicionado a zero tem como resultado o próprio número. 

0 + 7 = 7
2 + 0 = 2
4 + 0 = 4
10 + 0 = 10
A adição é a operação responsável por unir os elementos. Por exemplo:
Pedro possui 5 bolas de gude e ganhou mais 3 num jogo com seu colega. Com quantas bolas de gude Pedro ficou?

Como Pedro tinha 5 bolas de gude e ganhou 3, a operação feita para saber com quantas bolas de gude ele ficou é a da adição: 5 + 3 = 8. Portanto, Pedro ficou com 8 bolas de gude.


Adicionando números com mais de um algarismo:



SUBTRAÇÃO

Nela pode se calcular quanto será o valor real se removermos um valor que é chamado de minuendo, de outro que é conhecido como subtraendo. Essa operação é simbolizada por a-b = c, ou seja, o minuendo menos o subtraendo é igual ao restante que sobra, e também pode ser representada pelo sinal . Vejamos um exemplo:


Carlinhos tem uma coleção de 8 carrinhos.
Ele deu 3 carrinhos para seu primo Henrique. Com quantos carrinhos Carlinhos ficou?
A operação a ser realizada é a da subtração.

8 – 3 = 5 → 8 menos 3 é igual a 5.

Portanto, Carlinhos ficou com 5 carrinhos.

MULTIPLICAÇÃO

Conhecida pelo sinal de x, esta operação é indicada para o adicionamento de números em igualdade de ordem finita, ou seja, multiplicando-se um número vezes outro, você obterá o resultado final que é chamado de produto.


Cada buquê é formado por 3 rosas, quantas rosas terá 4 buquês?
Temos:
3 + 3 + 3 + 3 = 12 ou 3 x 4 = 12


Quantas patas tem 4 cachorros, sabendo que 1 cachorro possui 4 patas.
Temos:
4 + 4 + 4 + 4 = 16 ou 4 x 4 = 16

A tabela pitagórica também chamada de tábua ou tabela da multiplicação é um quadro de dupla entrada no qual são registrados os resultados das multiplicações, de uma vez um até dez vezes dez. Neste vídeo, a pesquisadora Clauida Broitman, professora titular de Didática da Matemática na Universidade Nacional de La Plata, na Argentina, vai tratar de diferentes possibilidades de trabalho com esse recurso.








DIVISÃO


Sua função principal é dividir a quantidade proposta por outro número, que jamais pode ser zero. É representada pelo sinal ÷, seus membros recebem o nome de divisor, dividendo, quociente e resto, ou seja, chama-se dividendo o número que representa a quantidade de pares em que o total vai ser repartido chama-se divisor e o resultado é chamado de quociente. 

reprodução


Vejamos um exemplo:

Maria deseja distribuir 6 canetas coloridas entre 3 colegas de escola, de forma que todos recebam a mesma quantidade.
Cada colega de Maria deverá receber 2 canetas coloridas.
A operação que Maria realizou é chamada de divisão. Observe:
6 : 3 = 2 → 6 dividido por 3 é igual a 2.



Fontes:

www.escolakids.com
www.zun.com.br

sábado, 14 de setembro de 2013

OS NÚMEROS NA HISTÓRIA DA CIVILIZAÇÃO



Um dos recursos usados para desvendar o nosso passado consiste em estudar os grupos humanos que, ainda hoje, apresentam um modo de vida semelhante ao dos homens de milhares de anos atrás.Este estudo revelou que todo homem possui um sentido numérico, isto é, possui a capacidade de distinguir pequenas quantidades.
Para entender melhor o que é sentido numérico, faça a seguinte experiência: de quatro bolas iguais a uma criança de dois anos de idade. Depois de deixá-la brincando por algum tempo, retire duas bolas, sem que ela perceba. Você verá que ela sente falta dos brinquedos. 
Será que ela contou para saber que faltam duas bolas? É claro que não! Ela apenas usou seu sentido numérico.


O PASTOREIRO: OVELHAS E PEDRINHAS


Um pastor precisa controlar seu rebanho. Precisa saber se nenhuma ovelha se perdeu ou se nasceram novos animais. Quando o rebanho é pequeno, é possível conhecer um a um todos os bichinhas. Mas, e quando o rebanho é grande?
Ao que parece, as primeiras contagens foram realizadas pelos pastores, usando pedrinhas.
De manhãzinha quando as ovelhas saiam para o pasto, o pastor separava uma pedrinha para cada animal, formando assim um montinho.
No fim do dia, o pastor retirava uma pedrinha para cada ovelha que retornava do pasto. 
Se sobrassem pedrinhas no monte, era porque alguns animais haviam ficado para trás. Assim, ele tratava de procurá-los.
Se faltassem pedrinhas o monte, era porque o rebanho havia aumentado, ou talvez algum animal de outro rebanho tivesse se juntado ao seu.
Uma das evidências que os historiadores apontam para a versão da origem da contagem por meio de pedrinhas está, mais uma vez, na linguagem. A palavra cálculo originou-se da palavra calculus, que significa 'pedrinha'. Essa deve ser a origem da palavra calcular: contar com pedrinhas.
Ainda hoje dizemos: o fulano está com cálculo renal, isto é, pedra  nos rins.

MARCAS E DEDOS

Além das pedrinhas, o homem usou outros recursos para auxiliá-lo nas contagens.









Fontes:

Os números na história da civilização
Luiz Márcio Imenes



quarta-feira, 4 de setembro de 2013

HISTÓRIA DA MATEMÁTICA





Os textos matemáticos (em escrita cuneiforme) mais antigos foram encontrados na Mesopotâmia. Na China, é inventado o ábaco, primeiro instrumento mecânico para calcular. São criadas as tabuadas e o cálculo de área é desenvolvido. Estas coisas aconteceram entre 3000 e 2500 a.C.

Aproximadamente em 1600 a.C., é escrito o papiro de Rhind, principal texto matemático dos egípcios, este contem regras para o cálculo de adições e subtrações de frações, equações simples de 1º grau, diversos problemas de aritmética, medições de superfícies e volumes.
De 550 até 450 a.C., é estabelecida a era pitagórica, caracterizada por grandes conhecimentos na geometria elementar, como o teorema de Pitágoras. Os pitagóricos foram os primeiros a analisar a noção de número e estabelecer as relações de correspondência entre a aritmética e a geometria. Definiram os números primos, algumas progressões e a teoria das proporções.
O matemático grego Erastótenes idealizou um método com o qual pôde medir a circunferência da terra, isto ocorreu entre 276 e 194 a.C.
Entre os anos 300 e 600 o povo hindu cria o sistema numérico decimal que usamos hoje.
No ano 1100, Omar Khayyam desenvolve um método para desenhar um segmento cuja longitude fosse a raiz real positiva de um polinômio cúbico dado. Em 1525, o matemático alemão emprega o atual símbolo da raiz quadrada. Em 1545, Gerolamo Cardano publica o método geral para a resolução de equações do 3º grau. Em 1550, Ferrari torna público o método de resolver equações do 4º grau. Em 1591, François Viète aplica, pela primeira vez, a álgebra à geometria. Em 1614, os logaritmos são inventados por Napier. Em 1619, Descartes cria a geometria analítica.
No ano 1642, Blaise Pascal constrói a primeira maquina de calcular, com a qual podia-se somar ou subtrair com números de até seis dígitos. Em 1684, é criado, ao mesmo tempo, por Newton e Leibniz o cálculo infinitesimal. Em 1746, D’Alembert enuncia e demonstra parcialmente que qualquer polinômio de grau n tem n raízes reais.
No período compreendido entre o ano 1761 e 1895, muita coisa aconteceu. Johann Lambert prova que o número p é irracional (1761). Leonard Euler, matemático suíço, simboliza a raiz quadrada de -1 com a letra i (de imaginário) (1777). O matemático italiano Paolo Ruffini enuncia e demonstra parcialmente a impossibilidade de resolver equações de 5º grau (1798). Laplace publicou em Paris a Teoria Analítica das Probabilidades, onde faz um desenvolvimento rigoroso da teoria das probabilidades com aplicação a problemas demográficos, jurídicos e explicando diversos fatos astronômicos (1812). Bernhard Bolzano cria o teorema que leva seu nome (1817). O matemático russo Georg Cantor cria a teoria dos conjuntos (entre 1872 e 1895).
Em 1904, o matemático sueco Niels F. Helge Von Koch constrói a curva que leva seu nome. As medalhas Fields são criadas para premiar os matemáticos que se destacam (1924). Em 1975, Mitchell Feigenbaum descobre um modelo matemático que descreve a transição da ordem ao caos. Em 1977, os matemáticos K. Appel e W. Haken resolvem o histórico teorema das quatro cores com a ajuda de um computador.



VÍDEO DA HISTÓRIA DA MATEMÁTICA





Fontes::

http://www.infoescola.com/matematica/historia-da-matematica

www.youtube.com/watch?v=ZXLDJ13lCBg







''OS NÚMEROS ESTÃO PRESENTES O TEMPO TODO  Á NOSSA VOLTA, EMBORA NEM SEMPRE A GENTE OS PERCEBA. ELES FAZEM PARTE DAS NOSSAS VIDAS...''

OS NÚMEROS NA HISTÓRIA DA CIVILIZAÇÃO
LUIZ MÁRCIO IMENES